Caixas de leite Itambé em uma linha de produção industrial automatizada, representando a operação otimizada pelo planejamento integrado da cadeia de suprimentos.
A complexidade da produção de laticínios exige um eficiente planejamento integrado da cadeia de suprimentos para garantir rentabilidade.

Como uma ferramenta se torna uma grande aliada para fortalecer a gestão de Cadeia de Suprimentos

A Itambé convivia com a falta de integração das áreas na tomada de decisões do planejamento da cadeia de suprimentos, o que afetava diretamente os resultados da empresa. Com baixa visibilidade dos impactos na cadeia e com dificuldade de analisar os trade-offs, a Itambé precisava de uma solução robusta de planejamento integrado da cadeia de suprimentos.

Com a implantação e uso contínuo da solução da UniSoma, a Itambé foi capaz de envolver as diferentes áreas em um mesmo objetivo e melhorar a rentabilidade global da empresa.

Índice

A Itambé: Tradição e Escala no Setor de Laticínios

A Itambé é uma empresa mineira com mais de 67 anos no mercado. É a marca de leite mais lembrada pelos consumidores brasileiros e 10ª marca de consumo do varejo com maior penetração nos lares brasileiros. Possui cinco unidades industriais e transforma, diariamente, 3,5 milhões de litros de leite em um portfólio completo de derivados lácteos contemplando mais de 190 produtos entre leites, iogurtes, requeijões e doce de leite.

A escala de produção da Itambé torna sua cadeia de suprimentos extremamente complexa e o dinamismo do setor de laticínios acrescenta ainda mais criticidade à sua operação. O leite tem vida útil de apenas um dia e seus custos variam quinzenalmente, sendo imprescindível que a empresa tenha velocidade para tomar decisões e se manter competitiva.

Com a ambição de ser mais eficiente e focada em resultados financeiros, a empresa lançou-se no desafio de implementar um planejamento realmente integrado para garantir aos seus decisores maior capacidade de análise e de ação.

O Desafio na Gestão da Cadeia de Suprimentos de Laticínios

Implantar um planejamento integrado era um desafio tanto do ponto de vista tecnológico como de estrutura organizacional. Sem uma área que coordenasse todas as demandas que afetavam a cadeia de suprimentos, as análises e decisões eram realizadas de maneira independente por cada área. Assim, não eram mensurados os reflexos de cada decisão nos demais elos da cadeia, reduzindo a chance de se tomar uma decisão ótima, que maximizasse o retorno para a Itambé.

Além disso, não existia ferramenta que suportasse as análises de maneira automática e centralizada, tornando as decisões muito lentas e pouco confiáveis. Muito tempo era dedicado ao levantamento de dados e à tentativa de integrá-los em uma única planilha de Excel, impedindo a construção de análises de cenários variados pelo planejador.

Com estas limitações, a Itambé não estava conseguindo reagir rapidamente às variações de demanda e de custos do leite e nem ter a visibilidade necessária da sua capacidade de cumprir as metas estabelecidas.

A Solução da UniSoma para o Planejamento Integrado

A fim de transformar o planejamento da cadeia de suprimentos, a UniSoma desenvolveu uma solução de otimização do planejamento integrado da cadeia de suprimentos capaz de prescrever e recomendar os planos táticos e estratégicos da empresa, considerando todas as variáveis e condicionantes do negócio.

Com uma abordagem investigativa, o time da UniSoma se juntou ao da Itambé para desenhar os processos de cada área e ter uma visão completa das decisões que impactam a cadeia, desde a aquisição do leite, até a entrega ao mercado.

Com o engajamento das várias áreas envolvidas (logística, tributos, produção, P&D, compras, materiais, qualidade, controladoria, etc) e com a expertise de negócios dos especialistas da UniSoma, foi possível ter uma visão clara dos fatores que interferem na margem da empresa.

O modelo desenvolvido pela UniSoma é capaz de tratar tanto situações de mercado aquecido (definindo o mix de vendas que maximiza a margem, de acordo com os gargalos de natureza produtiva/logística, por exemplo) quanto situações de demanda reduzida (estudando reduções de custo fixo com desinvestimentos em linhas e mudanças na malha logística, por exemplo). Dessa forma, a solução é capaz de recomendar com confiança e rapidez as melhores decisões para maximizar o retorno global da empresa em diferentes circunstâncias.

Principais características da solução:

  • Suportar decisões de o que produzir, quando produzir, onde produzir;
  • Considerar simultaneamente aspectos de preço, volume de vendas, capacidades e fatores logísticos;
  • Otimizar, de forma integrada, as cadeias de leite e de produtos acabados;
  • Incorporar todos os tributos e benefícios fiscais de cada localidade e cada tipo de produto na otimização;
  • Ser facilmente parametrizável;
  • Possuir Interface amigável para criação e comparação de cenários;
  • Permitir a quantificação dos impactos gerados por mudanças nas premissas e parâmetros dos planos.

Resultados: Maior Rentabilidade e Agilidade no S&OP

Com essa nova solução, hoje é possível acompanhar as alterações do mercado, calcular os impactos no planejamento e saber qual a melhor maneira de reagir às alterações para cumprir as metas estabelecidas. Com a integração das decisões da cadeia em uma só ferramenta, os trade-offs ficaram claros, e cada área passou a saber exatamente qual impacto de sua decisão nas demais áreas. Por exemplo, sabem se vale a pena captar mais leite, mesmo a custo spot, e atender mais demandas.

Os planejadores deixaram de ter um papel operacional e passaram a realizar análises estratégicas dos cenários e de trade-offs existentes. Assim, conseguem avaliar hipóteses com muita agilidade e viabilizar reações rápidas para a empresa. Hoje, a Itambé é capaz de mudar sua estratégia comercial em um mesmo mês e em algumas linhas de produtos, como o leite longa vida, é possível reagir dentro de uma mesma semana, garantindo maior competitividade.

Principais resultados:

  • Redução do tempo de geração de cenários de 2 dias para 20 minutos, sendo que os cenários anteriores não eram integrados e agora são;
  • Mudança do papel do planejador de operacional para estratégico;
  • Visibilidade da rentabilidade estimada para cada iniciativa e para cada área;
  • Recomendação do fluxo mais rentável de abastecimento de matérias primas e de distribuição de produtos considerando aspectos tributários e logísticos;
  • Implantação do processo de S&OP com base na ferramenta de planejamento;
  • Centralização e profissionalização da gestão da cadeia de suprimentos com a implantação de uma nova área de planejamento integrado;
  • Maior competitividade por meio da agilidade para reagir aos imprevistos e mudanças no mercado.

“A ferramenta te faz errar menos e deixamos de basear as decisões em feeling. Ajudou a empresa a reagir mais rápido às mudanças e saber qual o impacto real de cada decisão estratégica. É um apoio para reduzir perdas e para evidenciar oportunidades que antes passavam despercebidas. A empresa passou a ter confiança nas ações que vai tomar e todas as áreas se sentem confortáveis com essa ferramenta”.

Julianne Versiani, Coordenadora de Planejamento Integrado – Diretoria de Suprimentos e Planejamento Integrado 

Perguntas Frequentes sobre Planejamento Integrado na Cadeia de Suprimentos (FAQ)

O que é planejamento integrado da cadeia de suprimentos?

Planejamento integrado da cadeia de suprimentos é a gestão unificada de todas as áreas que impactam o fluxo de produção e distribuição — logística, compras, produção, tributos, comercial e financeiro — em um único modelo de decisão. Em vez de planos isolados por departamento, o planejamento integrado permite analisar trade-offs simultaneamente e recomendar as ações de maior rentabilidade para o negócio.

Quais eram os desafios da Itambé na gestão da cadeia de suprimentos antes da UniSoma?

A Itambé enfrentava falta de integração entre áreas na tomada de decisões de planejamento, baixa visibilidade dos impactos na cadeia e dificuldade para analisar trade-offs entre logística, produção e tributos. A geração de um cenário de planejamento levava até 2 dias, os planos não eram integrados entre departamentos e a empresa tinha dificuldade de reagir rapidamente às variações de demanda e de custos do leite.

Como a UniSoma desenvolveu a solução de planejamento integrado para a Itambé?

A UniSoma adotou uma abordagem investigativa: o time se juntou ao da Itambé para mapear os processos de cada área e obter uma visão completa das decisões que impactam a cadeia — da aquisição do leite até a entrega ao mercado. Com o engajamento de áreas como logística, tributos, produção, P&D, compras, qualidade e controladoria, foi desenvolvida uma solução de otimização prescritiva capaz de recomendar planos táticos e estratégicos considerando todas as variáveis e condicionantes do negócio.

Quais resultados a Itambé obteve com a otimização da cadeia de suprimentos?

Com a solução da UniSoma, a Itambé reduziu o tempo de geração de cenários de 2 dias para 20 minutos — e, diferentemente dos cenários anteriores, os novos são totalmente integrados entre áreas. Entre os principais resultados estão: visibilidade da rentabilidade estimada por iniciativa e por área; recomendação do fluxo mais rentável de abastecimento de matérias-primas e distribuição considerando aspectos tributários e logísticos; implantação do processo de S&OP; centralização e profissionalização da gestão com a criação de uma área de planejamento integrado; e maior agilidade para reagir a imprevistos de mercado.

O que é S&OP e como ele foi implantado na Itambé?

S&OP (Sales and Operations Planning, ou Planejamento de Vendas e Operações) é o processo que alinha as decisões comerciais e operacionais em ciclos de planejamento integrado. Na Itambé, a implantação do S&OP com base na ferramenta da UniSoma centralizou a gestão da cadeia de suprimentos, profissionalizou o planejamento e permitiu que diferentes áreas trabalhassem com visibilidade compartilhada sobre metas e resultados estimados.

Como o planejamento integrado melhora a rentabilidade de uma indústria de alimentos e bebidas?

Em indústrias de alimentos e bebidas, como a Itambé, a rentabilidade depende de decisões simultâneas sobre mix de produtos, abastecimento de matérias-primas, capacidade produtiva, logística de distribuição e aspectos tributários. O planejamento integrado une todas essas variáveis em um único modelo de otimização, identificando o fluxo mais rentável para cada cenário — inclusive diante de variações de demanda, custos de insumos ou mudanças de estratégia comercial.

Qual a diferença entre planejamento operacional e planejamento estratégico na cadeia de suprimentos?

O planejamento operacional foca na execução do dia a dia — programação de produção, gestão de estoques e atendimento de pedidos. O planejamento estratégico envolve decisões de médio e longo prazo, como definição de mix de produtos, escolha de fluxos de abastecimento e estrutura da rede de distribuição. Um dos resultados do projeto UniSoma na Itambé foi exatamente a mudança do papel do planejador: de operacional para estratégico, liberando as equipes para decisões de maior impacto no negócio.

Assista ao vídeo: Como a Inteligência Artificial está revolucionando o segmento de alimentos e bebidas.