Tendências em tecnologia da Gartner para 2026: o ano em que a IA entra como infraestrutura crítica

Todos os anos, o Gartner publica suas principais tendências em tecnologia estratégicas, mas o relatório de 2026 traz algo diferente: a inteligência artificial deixa de ocupar o papel de experimento ou mesmo de inovação promissora. Agora, passa a ser tratada como infraestrutura crítica, tão essencial quanto nuvem, redes, dados ou ERP.

Não se fala mais em “testar IA”. Agora, a questão é como escalar, governar e tornar a IA sustentável. Técnica e economicamente. Por isso, especialistas do Gartner dizem que 2026 será o ano em que disrupção, inovação e risco avançam em velocidade sem precedentes.

Neste ano, o Gartner apresenta três personas estratégicas que representam diferentes estágios de maturidade das organizações na jornada da IA: The Architect (o Arquiteto), The Synthesist (o Sintetizador) e The Vanguard (o Vanguardista). Essas personas também ajudam a estruturar as tendências em três grandes eixos:

  • Infraestrutura de IA
  • Engenharia e segurança de IA
  • Soberania de dados e risco.

Juntos, eles refletem o novo imperativo corporativo de que IA não é um projeto, mas uma reengenharia de processos, modelos de negócio e tomada de decisão.

A seguir, analisamos algumas das tendências mais relevantes para 2026, com foco especialmente naquelas que dialogam com a atuação da UniSoma em inteligência artificial, advanced analytics, previsão, planejamento, inteligência de mercado e otimização.

Índice:

8 principais tendências em tecnologia para 2026

1) Plataformas de Desenvolvimento nativo-IA

O novo ciclo tecnológico começa na forma como as aplicações são criadas.

As plataformas de desenvolvimento nativo-IA permitem construir softwares com modelos generativos integrados desde o código-fonte – não como “camadas” adicionais.

Isso muda tudo:

  • Aplicações passam a aprender com uso real;
  • Interfaces ganham agentes autônomos;
  • E novos produtos digitais são compostos com velocidade inédita.

Para empresas que desenvolvem soluções analíticas, essa tendência pode impulsionar novos padrões de entrega.

2) Supercomputação para IA: Escalabilidade e Eficiência

Modelos maiores, dados mais complexos e exigência de respostas em tempo quase real criam uma demanda crescente por arquiteturas de alto desempenho.

A supercomputação para IA, combinando CPUs, GPUs, FPGAs e chips especializados, deixa de ser um diferencial para se tornar o padrão.

O ponto central aqui não é apenas potência, mas eficiência econômica e energética, principalmente diante do crescimento do custo computacional dos modelos generativos. Empresas que dependem de analytics avançado e simulações complexas precisarão repensar sua infraestrutura (própria ou via nuvem), equilibrando custo e escalabilidade.

3) Computação Confidencial: A Nova Fronteira da Segurança de Dados

Com volumes crescentes de dados sensíveis circulando em pipelines de IA, surge a necessidade de proteger informações inclusive durante o processamento, não apenas no armazenamento ou transmissão.

É o próximo passo da segurança corporativa. E será decisivo para setores que dependem de dados proprietários, como agronegócio, logística, finanças e educação — áreas de atuação da UniSoma.

Essa tendência viabiliza modelos colaborativos, interoperabilidade entre sistemas e maior confiança dos stakeholders no uso de IA em processos críticos. Até 2029, espera-se que mais de 75% das operações em infraestrutura “não confiável” passem a usar computação confidencial.

4) Sistemas Multiagentes: Ecossistemas Autônomos na Operação

Os agentes autônomos corporativos, capazes de executar tarefas, monitorar fluxos e tomar decisões assistidas, se tornam mais sofisticados e passam a cooperar entre si.

É a transição da IA generativa “individual” para ecossistemas inteligentes, com agentes especializados se comunicando, delegando e orquestrando processos de ponta a ponta. Do ponto de vista corporativo, isso abre espaço para:

  • Automação operacional contínua;
  • Otimização integrada entre áreas;
  • E redução drástica da carga manual de análise e tomada de decisão.

5) Modelos de Linguagem Específicos ao Domínio (DSLMs) e o Valor Aplicado

A corrida pelos LLMs (Large Language Models ou Modelos de Linguagem de Grande Escala) generalistas está dando lugar a um movimento mais pragmático: modelos menores, mais rápidos, econômicos e treinados com dados de cada setor. São os Domain-Specific Language Models.

Isso pode significar:

  • Maior precisão;
  • Menos alucinações;
  • Custo operacional menor;
  • E maior aderência ao contexto do negócio.

Essa tendência está alinhada com o trabalho da UniSoma em modelagem matemática, planejamento integrado, previsão de demanda e inteligência de mercado: o valor está no conhecimento aplicado, não no tamanho dos modelos.

O Gartner prevê que, até 2028, mais da metade dos modelos GenAI adotados em empresas serão DSLMs. 

6) Segurança Cibernética Preventiva: Antecipando Ameaças com IA

Ilustração de um fluxo de dados digitais protegido por uma camada de segurança cibernética avançada, representando a computação confidencial.
Ilustração de um fluxo de dados digitais protegido por uma camada de segurança cibernética avançada, representando a computação confidencial.

Com IA sendo usada tanto por empresas quanto por hackers, a segurança passa a ser preditiva.
Em vez de detectar incidentes, sistemas passam a antecipar comportamentos suspeitos e bloquear riscos de forma autônoma.

Isso inclui detecção de anomalias em fluxos de dados, modelos defensivos treinados com ataques simulados e sistemas que se adaptam em tempo real a novas ameaças.

Com a expansão de agentes e decisões automatizadas, a segurança deixa de ser um anexo e se torna parte orgânica da arquitetura de IA.

7) Rastreabilidade Digital: Garantindo a Autenticidade dos Dados

A autenticidade dos dados ganha status estratégico. Em um mundo em que deepfakes, fraudes algorítmicas e manipulações estão em ascensão, as empresas precisam garantir a rastreabilidade de informações – da origem ao uso.

Para aplicações analíticas, isso significa:

  • Pipelines auditáveis;
  • Metadados completos;
  • Garantia de integridade;
  • Conformidade regulatória.

É um pré-requisito para confiar em modelos que tomam decisões reais com impacto financeiro e operacional.

8) Geopatriação: Riscos e Conformidade Global

A fragmentação geopolítica está remodelando o cenário tecnológico.

Empresas passam a buscar soberania em dados, IA e infraestrutura para minimizar riscos regulatórios, de privacidade e de dependência estratégica. Isso altera escolhas de nuvem, armazenamento, provedores de IA e até padrões de criptografia.


Para empresas globais, passa a ser obrigatório considerar questões de jurisdição, fluxo de dados e conformidade transnacional.

O que estas tendências significam para 2026

O relatório do Gartner apresenta que o sucesso em IA não será medido só pelas tecnologias, mas pela capacidade de entregar valor em produção, com governança, segurança e eficiência.

2026 será um ano em que:

  • IA deixa de ser “experimento” e se torna operação;
  • Agentes e decisões automatizadas passam a integrar rotinas;
  • Estruturas de dados precisam ser resilientes, auditáveis e escaláveis;
  • Organizações devem medir ROI (Retorno sobre o Investimento) e capturar ganhos reais de produtividade.

Empresas que dominarem infraestrutura, engenharia, dados e governança irão liderar o próximo ciclo de competitividade.

A UniSoma e o futuro da IA aplicada ao negócio

Fachada da empresa UniSoma.

Com 40 anos de atuação em soluções de inteligência artificial, analytics avançado, modelagem matemática e inteligência de mercado, a UniSoma está preparada para ajudar empresas a navegarem esse novo ciclo em que a IA precisa ser escalável, confiável e integrada ao core do negócio.

Seja na previsão de demanda, no planejamento integrado, na otimização da cadeia de suprimentos ou na análise de comportamento e mercado, ajudamos organizações a transformar complexidade em valor. Fale com nossos especialistas e descubra como podemos gerar impacto real na sua estratégia em 2026. Fale com nossa equipe!

Perguntas Frequentes sobre as Tendências Tecnológicas para 2026 (Gartner)

Quais são as principais tendências de tecnologia para 2026 segundo o Gartner?

O relatório do Gartner para 2026 destaca que a Inteligência Artificial deixa de ser um experimento para se tornar infraestrutura crítica das empresas. As principais tendências incluem o uso de Plataformas de Desenvolvimento Nativo-IA, Sistemas Multiagentes autônomos, Computação Confidencial para segurança de dados e a adoção de Modelos de Linguagem Específicos ao Domínio (DSLMs) para maior precisão operacional.

Como a Inteligência Artificial mudará nas empresas em 2026?

A IA deixará de ser uma camada adicional de software para ser integrada desde o código-fonte (Nativo-IA). O foco muda de “testar IA” para “escalar e governar”, buscando eficiência econômica e energética. Espera-se que agentes autônomos e sistemas multiagentes passem a orquestrar processos de ponta a ponta, reduzindo a carga manual em análises e tomadas de decisão.

O que são DSLMs e por que eles são importantes para o meu negócio?

DSLMs (Domain-Specific Language Models) são modelos de linguagem menores, treinados com dados específicos de um setor, ao invés de modelos generalistas (como o GPT padrão). Para setores como logística e agronegócio, eles oferecem maior precisão, menos “alucinações”, menor custo operacional e total aderência ao contexto do negócio, garantindo resultados mais confiáveis.

Como garantir a segurança de dados e a governança na era da IA?

Com a expansão da IA, surgem a Computação Confidencial (proteção de dados durante o processamento) e a Rastreabilidade Digital. Essas tecnologias garantem a autenticidade dos dados desde a origem, permitindo pipelines auditáveis e conformidade regulatória. A segurança cibernética passa a ser preventiva, antecipando ameaças de forma autônoma antes que afetem a operação.

O que é Geopatriação e como ela afeta empresas globais?

Geopatriação refere-se à busca por soberania de dados e infraestrutura para minimizar riscos geopolíticos e regulatórios. Empresas globais precisarão considerar a jurisdição e a conformidade transnacional ao escolher provedores de nuvem e IA, garantindo que suas operações respeitem as leis locais de privacidade e segurança em cada país de atuação.

Como a UniSoma aplica as tendências de 2026 em suas soluções?

Com 40 anos de expertise, a UniSoma já atua nos pilares estratégicos de 2026: transformamos dados em decisões através de modelagem matemática e Advanced Analytics. Nossas soluções de planejamento integrado e previsão de demanda utilizam inteligência escalável e auditável, alinhadas à necessidade de transformar a IA em uma operação segura e geradora de ROI real.